![]() Robert Todd Carroll
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persuasores ocultosTermo usado por Geoffrey Dean e Ivan Kelly (2003) para descrever um conjunto de diferentes caminhos que conduzem a crenças errôneas. Alguns persuasores ocultos são deficiências cognitivas. Outros envolvem ilusões perceptivas. São abundantes os exemplos de persuasores ocultos. Alguns dos mais importantes são "Tecnicamente, esses persuasores ocultos podem ser descritos como 'artifícios estatísticos e vícios inferenciais' (Dean e Kelly 2003: 180)". Dean e Kelly argumentam que os persuasores ocultos explicam por que tantos astrólogos continuam a acreditar na validade da astrologia, a despeito das provas cabais de que a astrologia é bobagem. O psicólogo Terence Hines, que já explorou muitas variedades de persuasores ocultos (Hines 2003), culpa-os pela continuidade do uso pelos psicólogos de instrumentos como o teste de Rorschach, apesar de haver provas contundentes de que o teste é inválido e inútil:
Os persuasores ocultos têm origem em adaptações bem úteis. Enxergar padrões, especialmente padrões causais, é bastante benéfico para a nossa espécie. Reconhecer de que forma os dados apóiam nossas crenças e fazer com que outras pessoas as compartilhem é também benéfico. Obter inferências rapidamente pode significar a diferença entre a vida e a morte. Ter esperanças, reduzindo a tensão causada por idéias conflitantes, ou mesmo iludirmos a nós mesmos, pode ser psicologicamente vantajoso. Mas todas essas tendências positivas podem se tornar perversas e nos induzir ao erro, se não tivermos cuidado. Muitos céticos já observaram que os persuasores ocultos às vezes parecem afetar as pessoas proporcionalmente à sua inteligência: quanto mais inteligente uma pessoa é, mais facilmente desenvolve falsas crenças. Há várias razões para isso: (1) os persuasores ocultos afetam a todos em algum nível; (2) quanto mais inteligente é uma pessoa, mais facilmente liga os pontos, ou seja, mais facilmente enxerga padrões, associa dados a hipóteses e gera inferências; e (3) pessoas inteligentes muitas vezes são arrogantes e incorretamente pensam que não podem ser enganadas por outras, ou pelos dados, ou por si próprias. Hidden Persuaders (1957) é também o título de um livro de Vance Packard. O autor relacionou os vários métodos, alguns bastante abertos e óbvios, que os publicitários utilizam na busca de manipular os pensamentos e ações dos consumidores. Packard tentou expor a propaganda corporativa como um tipo de operação de controle da mente, especialmente por seu uso de mensagens subliminares. O que Dean e Kelly descrevem são as diversas formas pelas quais convencemos a nós mesmo de certas idéias através da criação de bloqueios perceptivos ao pensamento claro e justo a respeito de certos assuntos. leitura adicional
Alcock, James. "The Belief Engine." Skeptical Inquirer. maio/junho de 1995. Frazier, Kendrick, ed. Paranormal Borderlands of Science (Amherst, N.Y.: Prometheus Books, 1991). Hall, Harriet A. "Wired to the Kitchen Sink - Studying Weird Claims for Fun and Profit," Skeptical Inquirer. maio/junho de 2003. *Hines, Terence. "A Clear, Sharp View of the Fuzzy Inkblot Test," Skeptical Inquirer, setembro/outubro de 2003. (Resenha de What's Wrong with the Rorschach? de James M. Wood, M. Teresa Nezworski, Scott O. Lilienfeld, e Howard N. Garb (Jossey-Bass 2003). Hines, Terence. Pseudoscience and the Paranormal (Buffalo, NY: Prometheus Books, 2003). Park, Robert L. Voodoo Science: the Road from Foolishness to Fraud (Oxford University Press, 2000). Shermer, Michael. Why People Believe Weird Things : Pseudoscience, Superstition, and Other Confusions of Our Time (W H Freeman & Co.: 1997). Stanovich, Keith E., How to Think Straight About Psychology, 5a. edição (Addison-Wesley, 1997). Vyse, Stuart A. Believing in Magic: The Psychology of Superstition (Oxford University Press 2000). Wiseman, Richard. Deception & Self-Deception: Investigating Psychics (Prometheus Books, 1997). |
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| ©copyright 2003 Robert Todd Carroll traduzido
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Última
atualização: 2003-11-12 |
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